Para ver no Cinema – Bruna Surfistinha

“É a ascenção e o declínio de um ser humano que tenta sobreviver em uma sociedade selvagem, ignorante e de falsos moralismos”

“É a ascenção e o declínio de um ser humano que tenta sobreviver em uma sociedade selvagem, ignorante e de falsos moralismos”

Neste final de semana eu pude ver com meus amigos um filme que está rendendo e muito na mídia nacional: Bruna Surfistinha. Assim como todos os presentes na sala, estávamos lá para ver os passos de uma menina de família para se tornar uma garota de programa. Para quem já leu o livro, entende perfeitamente as sensações que suas páginas transmitem.

Eu particularmente me decepciono demais com filmes baseados em livros. Até então, o único que me deixou de boca aberta foi o Veronika Decide Morrer, onde tratarei em um outro post em breve. Felizmente o diretor e o roteirista tiveram a percepção de transmitir todos os sentimentos contidos no livro: drama, diversão, tristezas, confissões e uma porção de coisas a mais.

O filme em si é excelente. Muitas coisas me surpreenderam até mesmo no início do filme, já que não é algo da Globo Produções (ainda bem). É um filme surpreendente. Relata todo o passado de Bruna Surfistinha: a rejeição na escola e na família (já que a mesma é adotada), a vontade de ser independente, a transição de menina para mulher… enfim, várias vertentes que são percebidas de formas diferentes.

Certamente é um filme que dá aquele tapa na cara de todos que acham que vida de garota de programa é fácil. É um filme forte, tem cenas muito tensas, densas e profundas. Claro que muitas pessoas entraram no cinema com aquele ar de crítico com certa dose de pudor, mas tenho certeza que uns 70% saíram da sala com outra visão, porque é um filme que abre questões para muitas coisas, principalmente em como que as pessoas são tão vulneráveis e que são capazes de errar.  O ponto mais forte do filme é como que Bruna Surfistinha encarou seus erros: afundou-se, drogou-se, crucificou-se, mas superou-se.

Deborah Secco: deu um show e uma aula para essas atrizes da Globo que acham que apenas ter um corpo perfeito é o suficiente

Deborah Secco: deu um show e uma aula para essas atrizes da Globo que acham que apenas ter um corpo perfeito é o suficiente

A produção do filme é excelente: cenários bem pensados, transições de cenas impressionantes, iluminação perfeita, áudio excelente, enfim… foi um filme muito bem direcionado por Marcus Baldini. Deborah Secco realmente incorporou a personagem (a minha sensação foi de que a alma da verdadeira Bruna Surfistinha estava incorporada nela), eu jamais pensei que ela fosse fazer esse papel tão, mas tão bem (se fosse a Mel Lisboa, como foi cogitado antes, não teria sido tão real). Ela foi forte, cenas que realmente exigem e muito da atriz ela tirou mais do que de letra: ela deu um show e uma aula para essas atrizes da Globo que acham que apenas ter um corpo perfeito é o suficiente. Todo o elenco é perfeito: atores e atrizes talentosos que conseguiram transmitir e bem a realidade de cada personagem.

É um filme que te faz rir, pensar, chorar...

É um filme que te faz rir, pensar, chorar, dar valor à família e aos verdadeiros amigos…

Recomendo mesmo que todos vão ao cinema ver. Eu nunca estive tão feliz com o cinema brasileiro e a direção que o mesmo está seguindo. Não vá com o pensamento de que vai ver um filme sobre prostituição, drogas e sexo. É um filme que te faz rir, pensar, chorar, dar valor à família e aos amigos… Enfim, vá ao cinema e veja!

Veja o trailer clicando aqui

Filme: Bruna Surfistinha
Duração (minutos): 90
Gênero: Drama

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