POP – We can hold it against you?

Afinal o que está acontecendo com o POP? Está morrendo ou crescendo ou se popularizou até demais?

Afinal o que está acontecendo com o POP? Está morrendo ou crescendo ou se popularizou até demais?

Quem realmente acompanhou o mercado pop musical nos últimos 12 anos certamente é um saudosista dos anos 2000, onde a música POP realmente era POP, e não esta grande bagunça que o mercado fonográfico está hoje. Ao olhar o passado de certa forma, claramente o estilo pop está morrendo. Para quem está inserido agora nesse suposto novo mundo, acredita que o pop evoluiu. Isto sim é um grande debate: afinal o que está acontecendo com o POP? Está morrendo ou crescendo ou se popularizou até demais?

Ao traçar um caminho de 2000 até 2011, poucos, mas muito poucos artistas sobreviveram nessa onda. Muitos perderam a essência, enlouqueceram ou desapareceram antes mesmo de aparecer. É visível que hoje a avalanche de cantoras e bandas que aparecem estão sufocando todos, principalmente a Disney que insiste a cuspir no mercado todos os dias seus atores para se tornarem “cantores”. É perceptível ainda o desespero lançar um cd atrás do outro, os videoclipes não tem tempo nem de esquentar as paradas. Ou seja: o próprio mercado está matando o POP, pela ambição de #1’s na Billboard, pelo medo do FLOP, que designa quem vendeu e quem não vendeu. Infelizmente o mercado do mundo pop se tornou uma arena de gladiadores, onde os leões sãos os chefes das gravadoras, artistas vestidos de gladiadores e o público vibrando para quem faz sucesso ou para quem fracassa. É tudo muito lastimável e saturado.

O ano de 2011, pelo visto, será um ano de muitos, mas muitos lançamentos no mundo da música. É fato que muitos estão retornando para buscar “incansavelmente” o lugar ao Sol. Então por esses dias, vazou o novo álbum da Britney Spears – Femme Fatale. Depois de uma campanha forte em mídias sociais (teasers, top trends, especulações e etc) o album tornou-se um palco para debates entre fãs e haters.

Eu particularmente não sou fã da Britney Spears, mas eu acompanho a carreira dela desde 2000, já que apenas ela e Christina Aguilera são as únicas cantoras sobreviventes que apareceram nos anos 2000 e não faleceram até hoje. Mas, ao olhar toda a carreira consolidada de Britney Spears, através de seus vídeos, músicas e entrevistas, parece ser um erro ela ter embarcado em uma nova “era” da música pop. Eu acredito que é algo que a gravadora impõe: ou vende ou rua. Quantas vezes não ouvimos bandas e cantores sendo demitidos de suas gravadoras por não terem entupido os cofres e contas bancárias dos poderosos chefões? Ou seja, a arte da música se tornou cifras, onde o talento se tornou algo mínimo. Nem todos possuem o talento para estar no mercado fonográfico, mas muitos estão lá, sendo moldados pelos executivos das gravadoras diante do que o mercado supostamente impõe.

Voltando ao universo Britney, desde seu cd Oops I did it Again, ela vem se mostrando um pouco triste em sua carreira. Grandes exemplos são: Lucky (She´s so Lucky, She´s a Star, but she cry cry…), Overprotected (What I do with my life?), Everytime (reflexo de seu relacionamento fracassado com Justin Timberlake), Piece of Me (You want a piece, piece of me?),  If U Seek Amy (Love me hate me, you can´t to see what I see)… É claro que ela teve que surtar em algum ponto no meio de tudo isso, pois ninguém nesse mundo é capaz de viver com tanta pressão sobre a cabeça. Engraçado que, cada música citada acima, são de CDs diferentes e quase ninguém percebeu o pedido de ajudar da artista. Já o novo clipe de Hold It Against Me, mostra tudo isso que ela passou durante esses mais de 10 anos de carreira: o meteoro pop invadindo a terra, a princesa, a sexy woman, a bipolar, a perseguida pela mídia… Enfim, inúmeras características que podem ser vista neste conceitual videoclipe que certamente é um dos melhores da carreira dela.

Femme Fatale: é um ótimo álbum mas que em algum momento cansa

Femme Fatale: é um bom álbum, mas que em algum momento cansa

Femme Fatale é um bom álbum: para dançar nas boates, para receber os amigos em uma festa em casa, para se arrumar antes de sair. Mas certamente é um álbum que em algum momento cansa, nem todos vivem uma vida “dance” 24 horas por dia, 7 dias por semana. As músicas em boates fazem muito sucesso com o público, mas por que fazer um cd apenas para as boates, onde 06h da manhã todos estão indo para seus destinos ou seja lá pra onde for e o cd ser apenas daquele ambiente?  É resumir talento e esforço à nada. É fato que muitos esperavam que ela inovasse, mas os álbuns Circus, Blackout ou In the Zone são muito mais criativos e inovadores do que Femme Fatale.

Claro que é muito bom um artista evoluir e crescer, mas ao se basear em um mercado decadente apenas para vender é como cavar uma sepultura e enterrar toda uma história de sucessos: mais cedo ou mais tarde acontece. Não que o novo álbum seja horrível, muito pelo contrário, é um bom álbum. Mas certamente não é um álbum inovador, é algo que praticamente TODAS as novatas estão fazendo. É como dedicar todo um árduo trabalho para ser comparado e misturado com todos os “hits” que as rádios estão transmitindo e as paradas de sucesso estão ostentando. Como em qualquer ramo profissional, é importante destacar-se com demais qualidades e não se basear ao que todos estão fazendo para se sentir “dentro do pacote”. Hoje a moda é “dance”. Amanhã, se fosse o folk (que eu desejo que nunca seja, porque é bom pra caramba para ser saturado), todos vão lançar um cd de folk?

É bom esclarecer que este post não é pra redimir o trabalho de ninguém e muito menos glorificar. É uma reflexão que, para quem gosta do que está sendo tocado hoje, pensar. Até onde o mercado vai tentar nos fazer engolir tanta coisa ao mesmo tempo? O que é talento? Quais são os artistas que realmente podemos nos identificar verdadeiramente? Até que ponto é necessário ser esquisito, moldado ou cuspido apenas para chamar a atenção?

Britney, someday we can hold it against you? Someday I hope so...

Britney, someday we can hold it against you again? Someday I hope so...

5 comentários em “POP – We can hold it against you?

  1. […] e lágrimas, mas eu estou orgulhosa por ter feito o álbum que eu queria.”, desabafa. Afinal, como eu já publiquei neste post aqui, o mercado fonográfico está um caos e certamente Avril não queria ser engolida pelo furacão dos […]

  2. Jonhy disse:

    Drama corajoso o que faltou!

  3. Jonhy disse:

    Genial

  4. Hi there to every body, it’s my first pay a quick visit of this blog; this blog carries remarkable and truly fine stuff for readers.

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